Segundo dia do III Congresso de Direito aprofunda debates urgentes

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Sábado, 18 de Abril de 2026 às 08h00

Palestras sobre violência digital contra a mulher e o futuro da CLT mobilizaram estudantes e especialistas
O segundo dia do III Congresso Interdisciplinar de Direito da UNINORTE, realizado no dia 17 de abril, no Centro de Convenções Vasco Vasques, consolidou o evento como um espaço de discussão relevante e alinhado às demandas contemporâneas da sociedade. Com uma programação diversificada, que incluiu palestras, debates e rodas de conversa, o encontro destacou temas sensíveis e de grande impacto social, envolvendo estudantes, professores e profissionais da área jurídica.
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a palestra da doutora Débora Mafra, que abordou o tema “Violência digital contra a mulher: invasão de dispositivos e divulgação não autorizada de imagens à luz da Lei Carolina Dieckmann”. A especialista trouxe à tona a gravidade dos crimes virtuais, destacando não apenas os aspectos legais, mas também os impactos psicológico e social. Ela reforçou a urgência do debate e a importância da atuação no combate a esse tipo de acontecimento.
Outro destaque foi a palestra do doutor Renato Saraiva. Ele provocou reflexões ao questionar: “A CLT está morrendo? A verdade sobre o futuro do direito do trabalho”. Com uma abordagem crítica e acessível, o palestrante discutiu as transformações nas relações trabalhistas, trazendo à tona um tema que afeta diretamente milhões de brasileiros e desperta dúvidas sobre os rumos da legislação trabalhista no país.
A coordenadora do curso de Direito da UNINORTE, campus Djalma Batista, Débora Paiva, ressaltou a relevância do segundo dia de Congresso e o envolvimento dos alunos. “Foi uma verdadeira imersão na nossa realidade. Conseguimos navegar por temas que são o ‘rio’ do nosso cotidiano jurídico na era digital. O protagonismo dos nossos estudantes foi o ponto alto: ver a juventude amazônida questionando e debatendo os novos caminhos do Direito com tanta propriedade mostra que não estamos apenas assistindo à evolução tecnológica, mas liderando essa conversa no coração da Amazônia”, destacou.
O segundo dia do Congresso evidenciou a proposta interdisciplinar do evento ao conectar teoria e prática em debates que ultrapassam os limites da sala de aula. Além de ser um espaço de aprendizado, o encontro reafirmou o papel do Direito como ferramenta de transformação social, especialmente quando abre espaço para temas urgentes e a participação ativa das novas gerações.