Dia Mundial da Obesidade acende alerta para avanço da doença no mundo 

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Quarta-feira, 04 de Março de 2026 às 15h27

Especialistas destacam mudança de hábitos e acompanhamento nutricional como caminhos para uma vida mais saudável
O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, traz à tona uma preocupação global: o avanço contínuo de uma doença crônica que já afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Federação Mundial da Obesidade. O número inclui adultos, crianças e adolescentes e evidencia um cenário que preocupa autoridades de saúde pública em diversos países.
De acordo com a OMS, a obesidade mais que dobrou entre adultos desde 1990, enquanto entre crianças e adolescentes o crescimento é ainda mais alarmante: os índices quadruplicaram nas últimas três décadas. Atualmente, são cerca de 890 milhões de adultos vivendo com obesidade, o que representa aproximadamente um em cada seis no planeta.
 As projeções também acendem um sinal de alerta. Estudos da Federação Mundial da Obesidade indicam que, até 2035, mais da metade da população mundial poderá estar com sobrepeso ou obesidade caso não sejam adotadas medidas eficazes de prevenção e controle.
No Brasil, a realidade acompanha essa tendência. Dados do Ministério da Saúde mostram que o excesso de peso já atinge mais da metade da população, e a obesidade cresce de forma contínua, impulsionada por fatores como sedentarismo, alimentação inadequada, consumo elevado de ultraprocessados, alterações no padrão de sono e questões emocionais.
De acordo os dados mais recentes do Vigitel (Ministério da Saúde) que monitora apenas as capitais brasileiras, as cidades com maior índice de obesidade entre adultos são as seguintes: Macapá (30,4%), Porto Alegre (28,3%), Fortaleza (27,7%), Cuiabá (27,2%), Campo Grande (27%), Manaus (27,0%), mostrando que a capital amazonense aparece entre as capitais com maior prevalência, com uma porcentagem grande de adultos com obesidade. Isso coloca a região Norte em posição de alerta epidemiológico. Isso porque a obesidade é reconhecida como uma doença crônica, associada a diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas articulares e alguns tipos de câncer.
 O tratamento exige uma abordagem individualizada e multiprofissional, respeitando as particularidades de cada paciente. Entre as principais recomendações para prevenir e tratar a obesidade estão:
A responsável técnica da Clínica-Escola de Nutrição da UniNorte, Manuela Marinho, destaca que a prevenção começa nas escolhas diárias e reforça a importância do acompanhamento profissional durante o tratamento. “A obesidade é uma doença complexa, que envolve diversos fatores e não pode ser tratada de forma isolada ou com soluções milagrosas. A melhor forma de prevenção é investir em hábitos saudáveis desde cedo, com uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e atenção à saúde emocional. Já para quem precisa tratar a obesidade, o acompanhamento com o nutricionista é fundamental, pois o plano alimentar é elaborado de forma individualizada, respeitando a realidade e as necessidades de cada paciente, promovendo saúde e qualidade de vida de forma segura e sustentável.”
Conheça os serviços da Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE
Os serviços oferecidos na clínica-escola para a população têm um valor acessível. Eles são: avaliação, diagnóstica e laudo nutricional; orientação alimentar individualizada; acompanhamento nutricional nos ciclos normais da vida; orientação nutricional em doenças como diabetes, hipertensão, anemias, gastrite, osteoporose e outras patologias; e programa nutricional de acolhimento a pessoas com diabetes tipo 2. Os agendamentos devem ser feitos por meio do WhatsApp (92) 3212-5169 ou na própria Clínica-Escola, localizada na Av. Getúlio Vargas, 720, Centro.
Foto: Daly Ruiz/Ascom UniNorte